Desci, mas subi, resolvi que ficava; oito dias, mesmo nove, só de frente pro lugar. Aquela brisa. Aquele barulhinho. Um coqueiro que me olhava, sempre muito me ensinando, concentrado em vai-e-vem. Essas folhas e essa rede, os odores dos locais. Pratos cheios de amnésia, tão repletos que pensei: faço bem em escrever, registrar esses sinais. Vamos juntos, onde seja, hoje a lua está assim: fulgurante, violenta, quase tudo se desfaz, se ilumina e se mantém.
There’s a party on the sand / There’s a party, so they say / Let us do the things we want to / Let us talk and sing and stay
Eu pensei naquela rede. Eu pensei naquele verde. Eu nadei naquele espaço. Eu diria que nasci. Estou na mesma sintonia dos que falam português; mas aqui, nessa distância, meço esforço de escutar: meu sotaque, vejam bem, comentaram que é melhor. Eu estou, numa palavra, plenamente japonês. Estou pagando pra sentir.
Estou pagando. Com par. Par. Pagando. Kohpagnã.
Porque vocês sabem: o sentido do cansaço é o descanso. Eu me canso – pra me descansar.





